sexta-feira, 3 de julho de 2009

Educação

Somos criados e educados numa cultura moderna, avançada, rica em informações e... encaixotada. A tecnologia da educação está apenas engatinhando. Por mais que tenhamos alguns avanços, eles são mais tecnológicos do que de eficiência. Apenas repetimos padrões.

Seja em casa, na escola, na igreja ou (mais tarde) no trabalho, repetimos aquilo que nossos pais aprenderam repetindo seus pais e assim por diante. As novidades em geral residem em aumento do volume de informações e/ou no uso de tecnologia. O formato, porém, é semelhante: educação encaixotada. As coisas que se ensinam são as mesmas.

Existe uma expressão bastante comum no mundo corporativo de hoje que diz “pense fora da caixa” quando se quer que alguém tenha uma idéia criativa, que faça as coisas de forma diferente. Mas já pararam para pensar por que temos que dizer a alguém para pensar fora da caixa?

A óbvia resposta é que nós todos pensamos dentro da caixa. Aprendemos assim e agimos assim. Claro que isto é uma generalização – há mentes muito criativas por natureza. Mas neste ensaio a referência é à população de forma geral. Somos condicionados a pensar dentro de caixinhas.

Perguntas:

Como ensinar a pensar fora da caixa sem que alguém precise mandar fazê-lo?
Como eliminar a caixa?
Como estimular essas mudanças sem criar uma ruptura tão grande com nossos padrões atuais que provocaria uma rejeição à novidade?
Como questionar aquilo que se ensina às crianças (dentro e fora de casa) se nós mesmos estamos dentro de caixas?
Que ingredientes acrescentar à educação para buscar potenciais adormecidos do Ser Humano?

Que a provocação sirva para estimular o pensamento e gerar soluções. Que as idéias venham, cresçam e se multipliquem. Que possamos evoluir como raça.

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